sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Guarda-chuva

Deste canto qualquer eu vejo a chuva cair
e o vento forte em meu rosto, eu sinto soprar
faz meu corpo tremer, faz o verão se calar...
Mas minha alma está ensolarada 
cercada de aconchego que aquece 
até o mais profundo, lá fora faz frio...
Aqui dentro, calor
na água os carros derrapam
fazem barulho e tudo é um caos
mas dentro de mim existe algo
que em meio ao barulho me faz escrever
é a paz que vem do invisível
que aquece o meu coração!
Olho pra estrada cheia das coisas que não se vê
aquele que nos cerca e nos livra a todo instante
pois é maravilhoso esse rei
não vejo, mas sinto
no conforto do ser, na alegria em meu rosto
na serenidade em meus olhos
eis que o mundo invisível
é maior do que o que se pode ver
ultrapassa os limites, a chuva...
A tempestade, o vento...
O frio! O caos dentro ou fora de mim
pois ele pula as barreiras
atravessa um mar inteiro
enfrenta o frio do sul...
O calor do norte perdoa a frieza de dentro
o calor de fora e toda tempestade da alma faz cessar
neste cenário tão comum, sinto diferente algo pulsar
é meu coração que já não vive preocupado
com o que meus olhos veem
mas sim, crendo no invisível
no impossível... No amanhã!
Pois amanhã abrirá o sol
e os estragos serão consertados
a chuva passará... A água irá secar
e o seu coração como estará
descance ele hoje... O proteja...
Como debaixo de um guarda-chuva
Para que amanhã, inteiro ele possa estar!

Andresa Stradiotto


Um comentário:

  1. Lindo poema..., de lirismo e criatividade elogiável. Gostei muito. Parabéns!

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